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| Ilustração de nuvens tempestuosas em Júpiter, com base em imagens das câmeras da sonda espacial Juno. Imagem: NASA/JPL-Caltech |
Os astrônomos descobriram que a atividade da água nas nuvens de Vênus estava mais de 100 vezes abaixo do limite inferior no qual a vida pode existir na Terra, ou seja, as nuvens de Vênus não possuem quantidade de água suficiente para a vida se desenvolver. Quando usaram a mesma abordagem em Júpiter, descobriram que as suas nuvens têm uma concentração de água suficientemente alta.
Eles analisaram dados e descobriram que as nuvens de Júpiter fornecem atividade suficiente d'água e temperatura para teoricamente sustentar a vida. "Há ao menos uma camada de nuvens de Júpiter onde se cumprem os requisitos d'água", afirmou o astrobiólogo Chris McKay, coautor do estudo.
Porém, os altos níveis de radiação ultravioleta ou a falta de nutrientes poderiam impedir que a vida potencial prospere em Júpiter, e então, mais medições seriam necessárias para determinar se realmente poderia abrigar seres vivos.
"Esta é uma descoberta oportuna, visto que a NASA e a Agência Espacial Europeia acabaram de anunciar três missões a Vênus nos próximos anos. Uma delas fará medições da atmosfera de Vênus que poderemos comparar com nossos resultados," disse Hallsworth, um dos autores do estudo.
Esta técnica utilizada para calcular a atividade d'água poderia ajudar a determinar a habitalidade dos exoplanetas.
Eles fizeram cálculos para Marte e mostrou que esses cálculos podem ser feitos para planetas fora do nosso Sistema Solar. Embora a pesquisa não afirme que vida alienígena (tipo microbiana) exista em outros planetas em nosso Sistema Solar, os cálculos mostram que, se a atividade da água e outras condições forem adequadas, então tal vida poderia existir em lugares onde não foi procurado anteriormente.
O artigo estudo foi publicado na Nature Astronomy
