Havia algumas hipóteses sobre a diminuição do brilho da Betelgeuse, algumas considerando um resfriamento na superfície da estrela, outras uma nuvem gigantesca de gás e poeira ejetada por ela em nossa direção. Essa ejeção eventual de matéria é algo até comum para as gigantes vermelhas, mesmo bem antes de estarem prestes a explodir. Contudo, as duas ideias — resfriamento e poeira — acabaram por estarem corretas, de acordo com um novo estudo.
A imagem no post, combina quatro imagens da estrela supergigante vermelha — a primeira obtida em janeiro de 2019, outra em dezembro do mesmo ano, e depois em janeiro de 2020 e em março de 2020. Todas as imagens foram capturadas com o instrumento SPHERE, montado no Very Large Telescope do ESO. O estudo foi publicado hoje na revista Nature e revela como o véu de poeira se formou e cobriu a estrela.
Esse resultado pode não ser tão empolgante quanto uma supernova iminente, mas traz aos cientistas informações relevantes sobre a poeira estelar, mostrando também que ela se forma muito rápido e próxima da superfície de uma estrela. A Betelgeuse eventualmente explodirá, mas talvez demore muitos anos para isso acontecer.
Com informações de Canaltech/ESO
Artigo: https://doi.org/10.1038/s41586-021-03546-8
