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| Imagem: Cetin BAL |
“Pesquisadores estão cientes da hipótese de Alcubierre, mas não acreditam em motores de dobra dentro da Física. Isso, no entanto, não é mais correto; nossa pesquisa mostrou que existem, na verdade, outras classes de motores de dobra que podem existir segundo a Relatividade Geral”, disse o astrofísico Alexey Bobrick, da Universidade Lund.
Massas de imensa grandeza conseguem, naturalmente, deformar o espaço-tempo – é o que a ciência chama de “poço gravitacional”, responsável, por exemplo, por curvar a luz. Alcubierre sugeriu que seria possível dobrar o tecido do Universo de tal maneira que a nave, confortavelmente instalada em uma bolha, escorregaria à frente, avançando pelo espaço sem, na verdade, sair do lugar.
O problema: o motor teria que ser construído com matéria exótica, gerando energia negativa – ambas existentes apenas no campo teórico.
Possível só na física
Bobrick e o coautor do trabalho, o físico Gianni Martire, fazem parte da Applied Physics, "um grupo independente de cientistas, engenheiros e inventores que assessora empresas e governos em ciência e tecnologia para aplicações humanitárias e comerciais.
O modelo sugerido pela dupla seria o de uma nave em forma de disco (feito de matéria comum, na falta da exótica), que deslizaria empurrado pela inércia, depois de atingir uma determinada velocidade.
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| Os projetistas da Enterprise NCC-1701-D quase acertaram. Fonte: Memory Alpha/Reprodução |

